• Girl in a jacket

  •  A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), o Projeto de Lei 727/26 que autoriza e regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta e extratos vegetais para autodefesa por mulheres no Brasil. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal antes de entrar em vigor.

    O projeto é de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e tem como objetivo oferecer um meio de proteção imediata contra agressões físicas e sexuais.

    Pelo texto aprovado, mulheres com 18 anos ou mais poderão portar o dispositivo. Já adolescentes entre 16 e 18 anos poderão utilizar o spray apenas com autorização expressa dos responsáveis legais.

    O produto deverá ter aprovação da Anvisa e seguir normas técnicas definidas pelo Poder Executivo.

    O uso do spray será permitido somente em situações de legítima defesa, para reagir a uma agressão injusta, atual ou iminente. A aplicação deverá ser proporcional e limitada ao tempo necessário para neutralizar a ameaça.

    Caso haja uso indevido, o projeto prevê penalidades que vão desde advertência até multas de até 10 salários mínimos, além da apreensão do equipamento e proibição de nova compra por até cinco anos.

    Durante a discussão do projeto, foi mantida na fórmula a substância oleoresina capsicum (O.C.), responsável pelo efeito irritante temporário que incapacita o agressor por alguns minutos.

    Segundo a relatora da proposta, deputada Gisela Simona (União-MT), a presença do composto é essencial para que o dispositivo seja realmente eficaz em situações de risco.

    Para uso civil, os frascos terão limite máximo de 50 ml. Recipientes com volume maior continuarão restritos às forças de segurança e órgãos do Estado.

    Para adquirir o spray, será necessário apresentar documento com foto, comprovante de residência e uma autodeclaração de ausência de antecedentes criminais por crimes violentos.

    Os estabelecimentos que venderem o produto deverão manter registros das vendas por até cinco anos, permitindo rastrear a comercialização caso seja necessário.

    O projeto também prevê a criação de um Programa Nacional de Capacitação, que deverá oferecer oficinas de defesa pessoal e orientações sobre o uso correto do spray, além de explicar os limites legais da legítima defesa.

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