
O Papa Leão XIV manifestou preocupação nesta terça-feira (24) com a intensificação da guerra no Oriente Médio e voltou a defender um cessar-fogo imediato diante do agravamento do conflito.
A declaração foi feita após o pontífice deixar sua residência em Castel Gandolfo, quando falou com jornalistas sobre o cenário atual. Segundo ele, o aumento da violência é motivo de grande preocupação.
“O ódio está aumentando e a violência está piorando cada vez mais”, afirmou.
O papa reforçou a necessidade urgente de interromper os confrontos e buscar uma solução pacífica. Ele destacou que o caminho para encerrar a guerra não deve ser militar, mas sim diplomático.
“Quero renovar o apelo por um cessar-fogo, para trabalharmos pela paz, mas não com armas — e sim através do diálogo”, declarou.
Durante o pronunciamento, o líder religioso também chamou atenção para os impactos humanitários do conflito. Segundo ele, o número de vítimas e pessoas deslocadas é alarmante.
“Há mais de um milhão de deslocados e muitos mortos”, disse, ao pedir que líderes internacionais priorizem negociações para encerrar a guerra.
A fala do pontífice ocorre em meio a informações de que os Estados Unidos avaliam enviar milhares de soldados para reforçar a presença militar na região, o que pode aumentar ainda mais a tensão.
Nos últimos dias, o papa tem intensificado suas manifestações sobre o tema. No domingo (22), ele classificou o conflito como um “escândalo para toda a família humana”, reforçando a urgência de uma solução diplomática.
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