
O encerramento da janela partidária para as eleições deste ano indica um cenário inédito nas últimas décadas: a possível ausência de mulheres na disputa pela Presidência da República. Caso se confirme, será a primeira vez desde 2002 que a corrida ao Palácio do Planalto contará apenas com candidatos homens.
Até o momento, oito nomes aparecem como pré-candidatos. Entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, que lideram as pesquisas de intenção de voto.
Também estão na disputa os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que deixaram seus cargos para concorrer. Completam a lista Aldo Rebelo (DC), Renan Santos (Missão), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Augusto Cury (Avante).
O cenário contrasta com as eleições de 2022, quando quatro mulheres disputaram a Presidência: Simone Tebet, Soraya Thronicke, Sofia Manzano e Vera Lúcia — o maior número de candidaturas femininas já registrado.
A última eleição sem mulheres na disputa foi em 2002. Naquele ano, a então governadora Roseana Sarney chegou a ser cotada, mas retirou a candidatura após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que encontrou mais de R$ 1 milhão em espécie em uma empresa ligada ao seu marido, Jorge Murad.
Outro dado relevante é que apenas uma mulher foi eleita presidente do Brasil: Dilma Rousseff, vencedora das eleições de 2010 e reeleita em 2014. Ela permaneceu no cargo até 2016, quando sofreu impeachment.

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